Confesso que eu também sempre tive essa dificuldade. A curiosidade intelectual pode ser uma fonte inesgotável de procrastinação. Sempre comecei muitos livros, mas costumava terminar poucos. Hoje em dia, depois de muita prática, melhorou bastante e eu conscientemente marco referências que me interessam para abordar só quando tiver disponibilidade. Ainda me disperso, claro, mas muito menos do que há 10 anos, por exemplo. Algo que a prática despertou - e muito influenciado pela minha esposa também, é verdade - foi o desejo de simplificar as coisas. Não gosto do termo minimalismo, já virou moda e até aquela série do Family Guy fez piada com isso, e nem acho que Marie Kondo seja muito mais do que métodos de organização e de venda de ferramentas de organização. Prefiro "essencialismo": desfazer-me do que não é essencial para abrir espaço para o que hoje é essencial para mim tem me ajudado com a procrastinação também. E sim, o progresso motivando cada vez mais! :-)

PS: Adorei a descrição da fabricação da ansiedade (alguns chamariam isso de "trigger practice", e é algo que eu uso com enorme frequência) e da dissipação, que é absolutamente libertadora, não?

PS(2): Graças à sua citação do texto, pude perceber um erro de digitação - obrigado!

Editor da PlenaMente — Meditação & Mindfulness, mestrando em estudos em atenção plena, facilitador Unified Mindfulness certificado. “Gentileza gera gentileza.”

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